Eu dedico essa obra a todas as pessoas que tiveram um sonho e acreditaram nele, até ele se realizar. Também a minha mãe e a meu pai, que nunca deixaram de me ensinar a viver. Dedico também a quem não consegue se inserir no sistema, porque já descobriu que sua vida nada mais é do que uma grande contribuição para a evolução espiritual do ser.
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VentoHá 14 anos
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
carambola camará
kamasutra cachoeira
queda d'agua meu chuá
cacimba de pé de serra
por do sol singrando o mar
despertando a sereia
no canto de Iemanjá
minha cara cara outra
manbupeba cor diniz
sabiá das laranjeiras
cantando mulher rendeira
com o olhar de cirandeira
no maracatu faceira
a loa da dança feita
festança pra se dançar
eu vou simbora
vou partir pro meu lugar
encontrar minha viola
meu chapéu meu emborná
tomar um banho de cheiro
me benzer no aluar
fazer cantiga de roda
e meu povo abraçar
Joel Oliveira e Michele Tajra
Cajado
Arma de magos é cajado
pode lançar magias
bater nos inimigos
arma de magos é cajado
de madeira
órbita mágica no topo
transformação os padrões
imposição e encarnação na terra
pobre planeta
tem necessidade de crescimento espiritual
assim nossa vez chegou
arma de mago é cajado
segue serás feliz
antecipo tua alegria
no meu abraço
amigo teu
a te seguir com zelo
arma de mago é cajado
te carrego num abraço
Michele Tajra
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Quando procuro por mim
to na beira do mar
recebendo as bençãos
de Iemanjá
Ë maré cheia é maré cheia
é maré baixa é maré baixa
formou-se ondas
de águas pratiadas
Com as mãos na areia ganhei
a força das ondas encantadas
Cada um é cada um
cada um tem seu lugar
tome um banho de mar
vai energizar
Se você vai decidir
tenha calma pra pensar
ganhando tempo
pode sonhar
Michele Tajra
terça-feira, 5 de junho de 2012
Relógio do Firmamento
Michele Tajra
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Caju
A força do divino
vem no cajueiro
e quando brota flores
dá caju pro ano inteiro
do caju eu faço suco
cajuína pra se beber
temos um fruto sagrado
devemos agradecer
luz branca que vem da lua
ilumina o anoitecer
vem clariando os caminhos
fazendo a raiz crescer
plante uma árvore de caju
e não vai se arrepender
os indios cutuam
cajueiro para se manter
Michele Tajra
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Em homenagem a Darcy Ribeiro

O Povo Brasileiro
De pés descalços
de cócoras
carregando uma trouxa
no caminho tropeça e levanta
não tem mais tempo
corre, o povo brasileiro
misturado e por inteiro
não cansa nem descansa
com a esperança de melhorar
vidas secas a levar
o povo brasileiro
vive a cantar, a festejar
misturado
hora fado, hora congado
brinca reisado e tem coroado
gosta mesmo de embolado
no meio da caatinga
no cerrado
é um povo diversificado
feliz e encantado
o povo brasileiro
Michele Tajra
sábado, 17 de março de 2012
Amada
Sírias
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Baião do Capão
Caminho claro
dentro da escuridão
trechos e desafios
das formas e do tempo
passatempo em bola
a girar como argola circular
mede o kin das belezas
dos seres que bolem poderes
o sol a lua
a terra o ar
o fogo o mar
imensidão
sempre a olhar para ela natureza
gratidão por mostrar toda tua certeza
diferente sâo as formas de amar
o caminho claro está dentro do teu coração
sábado, 10 de dezembro de 2011
O Passarim e a Siriguela

quem é que canta no meu jardim
não sei o nome dele sei que é um passarim
acordo cedo vou adubar a terra
quero ver crescer o pé de siriguela
fruta vermelha ele vai dar
para alimentar numa brincadeira
o passarim que mora lá
quebrou a assa não pode voar
mais quando viu fruta vermelha
quis ficar lá a vida inteira
escutando ele cantar
vou apreendendo a cuida da terra
vendo crescer o pé de siriguela
doce de polpa amarela
terra cada vez mais rica
raspas e restos lhe interessam
regada a casca de fruta
com água dou vida a ela
O passarim e a Siriguela
Michele Tajra e Marisol Albano
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Laços de Fita

parece uma coisa louca
todos os dias penso em você
procuro uma imagem sua
começo a me derreter
infiltro dentro dos teus olhos
imagino sem pudor tua chegada
estou com você ao nacer do sol
e cantando debaixo de chuva
amarrada aos seus pensamentos
tento entender como é possível amar tanto assim
sigo seus passos sua elegância somos apaixonados
uma realidade estampada
flores e cores amada
diferentes vida só de abraços
com laços de fitas misturados
em meus pensamentos
Michele Tajra
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Orgânico
um show ORGÂNICOTratando-se de órgãos, da vida, à organização ancestral do "corpo espírito" em busca de constantes revelações das poéticas músicais.
Aprofundando nas partes mais simples do corpo, trabalhando o inerente, algo próprio do ser.
Tocando cada vez mais, nas teclas que já nasce com a gente, profundamente arraigado
consegue imaginar?
traços da tarde
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Sol

plantas acompanhadas
raios do sol
entram em casa pela janela
rodeada de verde crescem seus talos
finos e delicados
com folhas que refletem sombras
na mesa
formando desenhos inusitados
que mudam de lado
com a direção do vento
faz a toalha ficar estampada
com a luz dourada
consegui acompanhar
o dançar e o falar
das plantas
pensamos que elas estão a enfeitar
sabem falar
precisamos escutar raios do sol
enquanto ele existir podemos respirar
domingo, 9 de outubro de 2011
Costurar

costuro para ver o tempo passar
costuro para ver o tempo passar
numa dessas viagens costurei
meus amigos não estavam lá
posso ensinar
mais lá não consegui ficar
tinha casa
uma professora há costurar
para ver o tempo passar
chorou chorou
seus cabelos teve que pintar
escuros vão ficar
falsa imagem
a de uma professora
ela pode ensinar a arte de simplificar
aceitar que tudo pode mudar
Michele Tajra
domingo, 25 de setembro de 2011
Caminhos da Vida

Viver
Apagar as luzes
Acender as velas, caminhar
Sem destino
Suspirando tua presença
Encantando a estrada
Do caminho da vida
Tocando a pele
Transformando em fogo
Sem descer lagrimas
Por ter escolhido
Um amor convencido
De um bom tempo
Cheio de esperanças
O melhor do nosso amor
É poder sentir sem poder fazer
É ter a certeza de que nunca se acabará
É inevitável sua existência
Essencial pra minha sobrevivência
Gera vontades e desafios
Um entendimento do passar do tempo
Um desejo de abraçar e trocar
Raios de luz que alimentam
Como o sol que mesmo tão distante
É essencial para vida
Seu raio tem força
Contemplam as cores
Dos amores e dos dias
sábado, 17 de setembro de 2011
Gil
Contudo, essas características contemporâneas da cultura adquirem outras feições quando encaradas no contexto dos países em desenvolvimento, como é o caso da América do Sul. Nesse viés, a política cultural internacional transforma-se em um dos principais elementos de enfrentamento de assimetrias internacionais que, no limite, resultam em modelos hegemônicos, em formas centralizadas de comunicação social, em formas concentradoras de gestão de conteúdo e em indústrias que precarizam mão de obra e poluem o meio ambiente. Trata-se, enfim, de uma luta constante para que a democracia se realize num plano mais efetivamente cultural e abrigue melhores condições de acesso a conteúdos culturais e modelos de proteção da diversidade cultural.
Vivemos um momento histórico privilegiado. As mudanças das formas de produção, significação e distribuição dos conteúdos culturais apontam para um espaço novo e dinâmico das políticas culturais. A revolução digital abre novas portas aos países em desenvolvimento. Trata-se de uma chance única de intervenção no modelo de globalização vigente, uma oportunidade de praticarmos o júbilo da diversidade cultural.
A cultura possui um incrível potencial de produzir sedimentos que ativam a mudança histórica. Em muitos casos, ela é o lugar onde a mudança efetivamente se realiza. Mas sua atuação discreta e incisiva nos rumos das relações internacionais, suas novas potencialidades econômicas e sua atuação transversal ainda padecem de um grande desconhecimento – e até desconfiança – das burocracias públicas tradicionais. É hora de atentarmos à força contemporânea da cultura, à força de modernizar agendas e atualizar discussões públicas, de promover paz, prazer e conhecimento mútuo – para o bem dos países em desenvolvimento, para o bem da América do Sul.
Verde tudo Verde
deixei minha casa toda verde
Teia Encantada
- Som do Catimbó
- Fortaleza, Ceará, Brazil
- Construindo um repertório autoral, com criações experimentais, o "Som do Catimbó" apresenta um recorte do universo sonoro brasileiro, aproveitando suas diversas influências, difundido e ativando a memória e a espiritualidade do nosso povo. A partir de pesquisas e experiências vivenciadas por cada artista do coletivo, as composições abordam uma poética circundante onde transitam mitos e narrativas deste rico universo tecido entre o terreiro e a rua. Como nos terreiros de umbanda tem velhos, caboclos, espíritos de cura, boiadeiros que chefiam, casam e batizam seus seguidores, no Som do Catimbó essas entidades permeiam as performances que atravessam e costuram as cenas do espetáculo. O Som do catimbó estuda e desenvolve experiências sonoras contemporâneas a partir de contato com culturas ancestrais trazidas, no processo de colonização, pelos europeus, judárabes, africanos e ameríndios, misturando toré, pajelança, linha dos ciganos, sensitivos, adivinhos e médicos curadores, os chamados médicos do espaço. Tudo isso é encantaria, é o Som do Catimbó.
Oficina
Dança Contemporânea
Artes do corpo
Corpo em movimento
A maneira como o corpo é percebido, definido, sentido se altera constantemente através da história, evidenciando, no decorrer do tempo, formas de pensar e conceber características de um momento, de uma cultura, de uma sociedade. O corpo por meio de seus gestos, sua espontaneidade, sua vitalidade; revela a maneira como um povo se comporta, se relaciona ou se expressa.
Composição
A proposta é fazer a dança através da descoberta de movimentos do corpo, um livre olhar para dentro de si mesmo.
São explorados também as relações que a dança contemporânea pode estabelecer com outras artes: artes visuais, poesia, performance, teatro.
O eixo da pesquisa é o corpo, sua estrutura óssea em movimento. A observação plena da própria coordenação motora, a partir do fundamental (mecanismos, organização e percepção do movimento) estudamos a técnica de dança contemporânea, improvisação, jogos, composição coreográfica, estados corporais a partir da respiração, articulação, tensão e intenção dos movimentos, contato –improvisação, método Laban, técnica de release.
Sensações
Os estudos do corpo visam a autonomia, a confiança e a sustentação interna, que provocam permeabilidade, agilidade, prontidão e escuta durante a dança. Exploramos a relação com os outros.(com o Outro) Não existe movimento "bonito" ou "feio". Existem a presença e a disponibilidade, que possibilitam que todos os elementos fundamentais da dança adquiram maior qualidade e harmonia.
Vivendo o corpo
A experimentação dessas atividades geram bons resultados em nosso cotidiano, aliviando o desconforto físico e mental, os pontos doloridos, a musculatura tensa, os problemas de circulação sanguinea entre outras dificuldades.
Artes do Corpo é indicada para jovens e adultos, com ou sem experiência em dança , uma turma específica para terceira idade e tambem para pessoas que trabalhem nas áreas relacionadas a arte e a cultura. Músicos, bailarinos, cineastras, artista plástico, poetas, atores e arte educadores.
Orientadora . Michele de Castro Melo Tajra
86 94155661
Socióloga, arte educadora, bailarina de formação clássica com especialização em dança contemporânea, atriz brincante, musicista e ritimista.
APOIOS
Os apoios do corpo na sua relação com a gravidade
Transferência de Apoios
Quando nos movemos, estamos sempre mudado a configuração dos apoios do nosso corpo. Nessa técnica, há a busca de permitir ao corpo conduzir as transferências de apoio, sem planejamento antecipado das mesmas, a partir de apoios ativos e de acordo com a organização da musculatura de um corpo, num determinado momento. Isso gera uma qualidade específica de movimento e permite a descoberta de novos caminhos internos, novos desenhos de movimento no espaço.
Existe diferença entre dança moderna e dança contemporânea? Qual seria?
Sim. existe diferença, apesar do forte paralelismo, a dança contemporânea diferencia-se da moderna por não obedecer a técnicas ao pé da letra. A dança moderna tem diferentes técnicas ligadas a vários coreógrafos, como Martha Graham, Doris Humphrey ou José Limon. "A contemporânea não tem a obrigação de utiliza-se dessas técnicas, a contemporânea é a liberdade de expressão do bailarino. Não há mecanismos definidos, há antes processos e formas de criação. Parte-se de métodos desenvolvidos por bailarinos modernos, como improvisação, contacto-improvisação para uma construção personalizada da criação.
Estudamos Possibilidades de Desbloqueio das Tensões
Possibilidades
Foto Michele tajra










