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quarta-feira, 31 de julho de 2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

                                                                          

       Carambola
 
minha cara cara outra
carambola camará
kamasutra cachoeira
queda d'agua meu chuá
cacimba de pé de serra
por do sol singrando o mar
despertando a sereia
no canto de Iemanjá
minha cara cara outra
manbupeba cor diniz
sabiá das laranjeiras
cantando mulher rendeira
com o olhar de cirandeira
no maracatu faceira
a loa da dança feita
festança pra se dançar
eu vou simbora
vou partir pro meu lugar
encontrar minha viola
meu chapéu meu emborná
tomar um banho de cheiro
me benzer no aluar
fazer cantiga de roda
e meu povo abraçar

Joel Oliveira e Michele Tajra





                  Cajado

Arma de magos é cajado
pode lançar magias
bater nos inimigos
arma de magos é cajado
de madeira
órbita mágica no topo
transformação os padrões
imposição e encarnação na terra
pobre planeta
tem necessidade de crescimento espiritual
assim nossa vez chegou
arma de mago é cajado
segue serás feliz
antecipo tua alegria
no meu abraço
amigo teu
a te seguir com zelo
arma de mago é cajado
te carrego num abraço

                  Michele Tajra

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Maré Mágica


Quando procuro por mim
to na beira do mar
recebendo as bençãos
de Iemanjá


Ë maré cheia é maré cheia
é maré baixa é maré baixa
formou-se ondas
de águas pratiadas

Com as mãos na areia ganhei
a força das ondas encantadas

Cada um é cada um
cada um tem seu lugar
tome um banho de mar
vai energizar

Se você vai decidir
tenha calma pra pensar
ganhando tempo
pode sonhar

Michele Tajra









 Samba de Criola

samba de criola é
samba no pé é
samba de criola faz subir a maré

eu vou fazer uma comida gostosa
eu vou fazer
um samba de roda

fui dançar
fui cantar
fui ver

samba de criola
me faz renascer


Michele Tajra

terça-feira, 5 de junho de 2012

Relógio do Firmamento






Vamos descobrir
os melhores dias para semeadura
no universo
a essência do rítmo é a repetição
no universo
a essência do rítmo é a repetição
a lua passa pelas estrelas
veja no céu
o quadro das constelações

lua nova lua minguante 
lua cheia lua crescente
são quatro luas na vida da gente

Na lua nova terra respira
e as árvores veem se recuperar
quanto mais a lua cresce
demora meu coração a florar

surgem melhores efeitos 
colher ervas de cura na lua cheia
surgem melhores efeitos 
colher ervas de cura na lua cheia


Michele Tajra

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Caju


A força do divino
vem no cajueiro
e quando brota flores
dá caju pro ano inteiro

do caju eu faço suco
cajuína pra se beber
temos um fruto sagrado
devemos agradecer

luz branca que vem da lua
ilumina o anoitecer
vem clariando os caminhos
fazendo a raiz crescer

plante uma árvore de caju
e não vai se arrepender
os indios cutuam
cajueiro para se manter

Michele Tajra

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em homenagem a Darcy Ribeiro



O Povo Brasileiro
De pés descalços
de cócoras
carregando uma trouxa
no caminho tropeça e levanta
não tem mais tempo
corre, o povo brasileiro

misturado e por inteiro
não cansa nem descansa
com a esperança de melhorar
vidas secas a levar
o povo brasileiro

vive a cantar, a festejar
misturado
hora fado, hora congado
brinca reisado e tem coroado
gosta mesmo de embolado
no meio da caatinga
no cerrado
é um povo diversificado
feliz e encantado
o povo brasileiro

Michele Tajra

sábado, 17 de março de 2012

Amada




faço amor com tuas mãos
grudadas deslizam
num suspiro forte
quente e gelado
trêmulo e melado
sentada parada
me sentindo amada
prometendo a mim mesma
livrar de tua alma
junto a minha
colada
solta como vento
todo tempo no meu pensamento

Michele Tajra

Sírias



irmãs
mulheres feitas
de dor
com pudor extremo
modificadas formadas
pele com som
sonho de ser
amadas
colocadas sem dizer nada
moral pertubada
encanta sonhando acordada


Michele Tajra

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Baião do Capão


Caminho claro

dentro da escuridão

trechos e desafios

das formas e do tempo

passatempo em bola

a girar como argola circular

mede o kin das belezas

dos seres que bolem poderes

o sol a lua

a terra o ar

o fogo o mar

imensidão

sempre a olhar para ela natureza

gratidão por mostrar toda tua certeza

diferente sâo as formas de amar

o caminho claro está dentro do teu coração

sábado, 10 de dezembro de 2011

O Passarim e a Siriguela


quem é que canta no meu jardim

não sei o nome dele sei que é um passarim

acordo cedo vou adubar a terra

quero ver crescer o pé de siriguela

fruta vermelha ele vai dar

para alimentar numa brincadeira

o passarim que mora lá

quebrou a assa não pode voar

mais quando viu fruta vermelha

quis ficar lá a vida inteira

escutando ele cantar

vou apreendendo a cuida da terra

vendo crescer o pé de siriguela

doce de polpa amarela

terra cada vez mais rica

raspas e restos lhe interessam

regada a casca de fruta

com água dou vida a ela

O passarim e a Siriguela


Michele Tajra e Marisol Albano

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Laços de Fita


parece uma coisa louca

todos os dias penso em você

procuro uma imagem sua

começo a me derreter

infiltro dentro dos teus olhos

imagino sem pudor tua chegada

estou com você ao nacer do sol

e cantando debaixo de chuva

amarrada aos seus pensamentos

tento entender como é possível amar tanto assim

sigo seus passos sua elegância somos apaixonados

uma realidade estampada

flores e cores amada

diferentes vida só de abraços

com laços de fitas misturados

em meus pensamentos

Michele Tajra

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Orgânico

um show ORGÂNICO
Tratando-se de órgãos, da vida, à organização ancestral do "corpo espírito" em busca de constantes revelações das poéticas músicais.
Aprofundando nas partes mais simples do corpo, trabalhando o inerente, algo próprio do ser.
Tocando cada vez mais, nas teclas que já nasce com a gente, profundamente arraigado
consegue imaginar?
traços da tarde

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sol


plantas acompanhadas

raios do sol

entram em casa pela janela

rodeada de verde crescem seus talos

finos e delicados

com folhas que refletem sombras

na mesa

formando desenhos inusitados

que mudam de lado

com a direção do vento

faz a toalha ficar estampada

com a luz dourada

consegui acompanhar

o dançar e o falar

das plantas

pensamos que elas estão a enfeitar

sabem falar

precisamos escutar raios do sol

enquanto ele existir podemos respirar

domingo, 9 de outubro de 2011

Costurar


costuro para ver o tempo passar

costuro para ver o tempo passar

numa dessas viagens costurei

meus amigos não estavam lá

posso ensinar

mais lá não consegui ficar

tinha casa

uma professora há costurar

para ver o tempo passar

chorou chorou

seus cabelos teve que pintar

escuros vão ficar

falsa imagem

a de uma professora

ela pode ensinar a arte de simplificar

aceitar que tudo pode mudar


Michele Tajra

domingo, 25 de setembro de 2011

Caminhos da Vida


Viver

Apagar as luzes

Acender as velas, caminhar

Sem destino

Suspirando tua presença


Encantando a estrada

Do caminho da vida

Tocando a pele

Transformando em fogo

Sem descer lagrimas

Por ter escolhido

Um amor convencido

De um bom tempo

Cheio de esperanças


O melhor do nosso amor

É poder sentir sem poder fazer

É ter a certeza de que nunca se acabará

É inevitável sua existência

Essencial pra minha sobrevivência


Gera vontades e desafios

Um entendimento do passar do tempo

Um desejo de abraçar e trocar

Raios de luz que alimentam


Como o sol que mesmo tão distante

É essencial para vida

Seu raio tem força

Contemplam as cores

Dos amores e dos dias




sábado, 17 de setembro de 2011

Gil




O desafio aqui é compreender a dimensão econômica crescente da cultura e encontrar formas de cooperação que permitam que as populações mais pobres detentoras de saber, cultura e identidade, usufruam plenamente dos benefícios e riquezas da propriedade intelectual. É preciso encontrar formas e meios de permitir que os saberes cultivados, formatados e industrializados possam circular e serem acessados, equilibrando direitos autorais, direitos de investidores e direitos de acesso.

Contudo, essas características contemporâneas da cultura adquirem outras feições quando encaradas no contexto dos países em desenvolvimento, como é o caso da América do Sul. Nesse viés, a política cultural internacional transforma-se em um dos principais elementos de enfrentamento de assimetrias internacionais que, no limite, resultam em modelos hegemônicos, em formas centralizadas de comunicação social, em formas concentradoras de gestão de conteúdo e em indústrias que precarizam mão de obra e poluem o meio ambiente. Trata-se, enfim, de uma luta constante para que a democracia se realize num plano mais efetivamente cultural e abrigue melhores condições de acesso a conteúdos culturais e modelos de proteção da diversidade cultural.

Vivemos um momento histórico privilegiado. As mudanças das formas de produção, significação e distribuição dos conteúdos culturais apontam para um espaço novo e dinâmico das políticas culturais. A revolução digital abre novas portas aos países em desenvolvimento. Trata-se de uma chance única de intervenção no modelo de globalização vigente, uma oportunidade de praticarmos o júbilo da diversidade cultural.

A cultura possui um incrível potencial de produzir sedimentos que ativam a mudança histórica. Em muitos casos, ela é o lugar onde a mudança efetivamente se realiza. Mas sua atuação discreta e incisiva nos rumos das relações internacionais, suas novas potencialidades econômicas e sua atuação transversal ainda padecem de um grande desconhecimento – e até desconfiança – das burocracias públicas tradicionais. É hora de atentarmos à força contemporânea da cultura, à força de modernizar agendas e atualizar discussões públicas, de promover paz, prazer e conhecimento mútuo – para o bem dos países em desenvolvimento, para o bem da América do Sul.


Gilberto Gil


Verde tudo Verde


deixei minha casa toda verde
deixei minha casa toda verde
verde tudo verde

plantei uma semente no jardim
ela brotou uma folha verde
verde tudo verde

senti a pureza nesse vento que passou
porque tem verde
verde tudo verde

foi com o canto que a chuva chegou
e alimentou o verde
verde tudo verde

são muitas as cores dessas flores
que amanhecem verdes
verde tudo verde

deixei minha casa toda verde
minha casa toda verde
casa toda verde
toda verde
verde

Teia Encantada

Minha foto
Fortaleza, Ceará, Brazil
Construindo um repertório autoral, com criações experimentais, o "Som do Catimbó" apresenta um recorte do universo sonoro brasileiro, aproveitando suas diversas influências, difundido e ativando a memória e a espiritualidade do nosso povo. A partir de pesquisas e experiências vivenciadas por cada artista do coletivo, as composições abordam uma poética circundante onde transitam mitos e narrativas deste rico universo tecido entre o terreiro e a rua. Como nos terreiros de umbanda tem velhos, caboclos, espíritos de cura, boiadeiros que chefiam, casam e batizam seus seguidores, no Som do Catimbó essas entidades permeiam as performances que atravessam e costuram as cenas do espetáculo. O Som do catimbó estuda e desenvolve experiências sonoras contemporâneas a partir de contato com culturas ancestrais trazidas, no processo de colonização, pelos europeus, judárabes, africanos e ameríndios, misturando toré, pajelança, linha dos ciganos, sensitivos, adivinhos e médicos curadores, os chamados médicos do espaço. Tudo isso é encantaria, é o Som do Catimbó.

Oficina

Dança Contemporânea

Artes do corpo


Corpo em movimento


A maneira como o corpo é percebido, definido, sentido se altera constantemente através da história, evidenciando, no decorrer do tempo, formas de pensar e conceber características de um momento, de uma cultura, de uma sociedade. O corpo por meio de seus gestos, sua espontaneidade, sua vitalidade; revela a maneira como um povo se comporta, se relaciona ou se expressa.

Composição


A proposta é fazer a dança através da descoberta de movimentos do corpo, um livre olhar para dentro de si mesmo.

São explorados também as relações que a dança contemporânea pode estabelecer com outras artes: artes visuais, poesia, performance, teatro.

O eixo da pesquisa é o corpo, sua estrutura óssea em movimento. A observação plena da própria coordenação motora, a partir do fundamental (mecanismos, organização e percepção do movimento) estudamos a técnica de dança contemporânea, improvisação, jogos, composição coreográfica, estados corporais a partir da respiração, articulação, tensão e intenção dos movimentos, contato –improvisação, método Laban, técnica de release.


Sensações


Os estudos do corpo visam a autonomia, a confiança e a sustentação interna, que provocam permeabilidade, agilidade, prontidão e escuta durante a dança. Exploramos a relação com os outros.(com o Outro) Não existe movimento "bonito" ou "feio". Existem a presença e a disponibilidade, que possibilitam que todos os elementos fundamentais da dança adquiram maior qualidade e harmonia.


Vivendo o corpo


A experimentação dessas atividades geram bons resultados em nosso cotidiano, aliviando o desconforto físico e mental, os pontos doloridos, a musculatura tensa, os problemas de circulação sanguinea entre outras dificuldades.

Artes do Corpo é indicada para jovens e adultos, com ou sem experiência em dança , uma turma específica para terceira idade e tambem para pessoas que trabalhem nas áreas relacionadas a arte e a cultura. Músicos, bailarinos, cineastras, artista plástico, poetas, atores e arte educadores.



Orientadora . Michele de Castro Melo Tajra


michele.tajra@gmail.com

86 94155661


Socióloga, arte educadora, bailarina de formação clássica com especialização em dança contemporânea, atriz brincante, musicista e ritimista.


APOIOS

APOIOS
Os apoios do corpo na sua relação com a gravidade

Transferência de Apoios

Quando nos movemos, estamos sempre mudado a configuração dos apoios do nosso corpo. Nessa técnica, há a busca de permitir ao corpo conduzir as transferências de apoio, sem planejamento antecipado das mesmas, a partir de apoios ativos e de acordo com a organização da musculatura de um corpo, num determinado momento. Isso gera uma qualidade específica de movimento e permite a descoberta de novos caminhos internos, novos desenhos de movimento no espaço.

Existe diferença entre dança moderna e dança contemporânea? Qual seria?

Sim. existe diferença, apesar do forte paralelismo, a dança contemporânea diferencia-se da moderna por não obedecer a técnicas ao pé da letra. A dança moderna tem diferentes técnicas ligadas a vários coreógrafos, como Martha Graham, Doris Humphrey ou José Limon. "A contemporânea não tem a obrigação de utiliza-se dessas técnicas, a contemporânea é a liberdade de expressão do bailarino. Não há mecanismos definidos, há antes processos e formas de criação. Parte-se de métodos desenvolvidos por bailarinos modernos, como improvisação, contacto-improvisação para uma construção personalizada da criação.


Estudamos Possibilidades de Desbloqueio das Tensões

Autoconhecimento e autodomínio são necessários para expressão pelo movimento.

Sem atenção não há possibilidade de autoconhecimento e expressão.

É preciso buscar estímulos que gerem conflitos e novas musculaturas, para ascessar o novo.

Das oposições nascem o movimento.

A repetição deve ser consciente e sensivel

A dança está dentro de cada um.

O que importa não é decorar passos, formas, mas aprender caminhos para a criação de movimentos

Dança é vida

Possibilidades

Possibilidades
Foto Michele tajra